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Prefeita de Campo Grande aciona Erika Hilton na Justiça após críticas

Prefeita de Campo Grande aciona Erika Hilton na Justiça após críticas
Prefeita de Campo Grande aciona Erika Hilton na Justiça após críticas

Adriane Lopes pede remoção de postagens sobre decreto de banheiros e indenização de R$ 15 mil por danos morais

Campo Grande — A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), ingressou com uma ação judicial contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O processo ocorre em meio à repercussão nacional provocada por um decreto municipal que restringe o uso de banheiros femininos por mulheres trans em repartições e espaços públicos da capital sul-mato-grossense.

A petição foi protocolada na Justiça de Mato Grosso do Sul na última segunda-feira (6). A chefe do Executivo municipal solicita que a parlamentar paulista remova publicações críticas de suas redes sociais e requer o pagamento de R$ 15 mil a título de reparação por danos morais.

O litígio teve origem após a edição da normativa municipal que dividiu opiniões entre apoiadores e opositores da gestão. Como voz contrária à medida, Hilton utilizou seus perfis nas plataformas Instagram e X (antigo Twitter) para contestar a decisão administrativa de Campo Grande.

De acordo com os argumentos da defesa da prefeita, as manifestações da deputada, publicadas em 5 de maio deste ano, extrapolaram os limites da crítica política e da liberdade de expressão. Os advogados sustentam que as declarações atribuíram supostas irregularidades à gestão municipal sem a apresentação de provas, comprometendo a reputação e a imagem pública de Lopes perante os cidadãos.

No atual estágio da tramitação, a ação registra exclusivamente a versão apresentada pela autora e seu corpo jurídico. O Judiciário estadual aguarda a citação oficial da deputada federal para que ela se manifeste nos autos e apresente formalmente sua contestação jurídica aos pedidos.

O embate reflete a polarização nacional acerca de políticas públicas voltadas à identidade de gênero e à organização de espaços coletivos. Setores conservadores defendem o decreto de Campo Grande sob a justificativa de preservação da segurança e privacidade de mulheres, enquanto movimentos de direitos LGBTQIA+ apontam caráter discriminatório e questionam a constitucionalidade do texto.


Pantanews — Informação regional em tempo real.

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