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Greve na Caixa Econômica fecha agências em Campo Grande e afeta atendimentos

Greve na Caixa Econômica fecha agências em Campo Grande e afeta atendimentos
Greve na Caixa Econômica fecha agências em Campo Grande e afeta atendimentos

Sem prazo para retorno, paralisação nacional mobiliza trabalhadores que rejeitaram reajuste de 0,6% e mudanças no plano de saúde.

Campo Grande — As agências da Caixa Econômica Federal amanheceram de portas fechadas nesta quinta-feira (10) na capital sul-mato-grossense, frustrando clientes em busca de atendimento presencial. A paralisação integra um movimento nacional, aprovado por ampla maioria da categoria, que reivindica melhores condições salariais e recusa alterações no modelo de custeio da saúde corporativa.

Enquanto os terminais de autoatendimento operam sem interrupções, as mesas de negociação e os caixas internos permanecem vazios, sem previsão de retomada. A paralisação pegou de surpresa moradores que dependiam do expediente bancário. A copeira Érica de Oliveira, de 70 anos, precisou negociar uma folga no trabalho para solucionar um pagamento retido há meses, mas encontrou a unidade trancada.

"No meu trabalho, me deram folga para eu vir resolver isso. Tirei a folga e acabei perdendo", relatou a trabalhadora, que retornou para casa sem solução. "Eu vim justamente para resolver isso e agora vou ter que voltar outro dia."

O impasse que culminou na greve tem raízes financeiras e estruturais. Em assembleia virtual realizada nos dias 3 e 4 de setembro, quase nove em cada dez trabalhadores da região — 87,59% dos votantes — rejeitaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os bancários exigem a reposição da inflação somada a 5% de ganho real. A oferta apresentada pela federação dos bancos, contudo, limitou-se a 0,6% de acréscimo real sobre salários e benefícios.

A discordância se estende ao Saúde Caixa, o plano de assistência médica da instituição. Segundo o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, as alterações no custeio e a elevação da coparticipação onerariam diretamente os contracheques de funcionários ativos e aposentados. A presidente da entidade sindical, Neide Rodrigues, argumentou que o movimento busca forçar o retorno à mesa de negociações, sublinhando que a categoria não aceitará perdas no poder de compra.

O cenário local reflete uma mobilização de escala federal. O texto-base da renovação foi rejeitado em 128 bases sindicais pelo país. Deste total, 93 praças optaram por cruzar os braços por tempo indeterminado, pressionando a estatal a rever os termos de sua política trabalhista.


Pantanews — Informação regional em tempo real.

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