A senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke (Podemos-MS) utilizou suas redes sociais para prestar solidariedade à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O posicionamento ocorreu após o apresentador Ratinho questionar, durante seu programa no SBT, a escolha da parlamentar para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.
Durante a atração televisiva, Ratinho comentou a eleição de Erika Hilton para o comando da comissão argumentando que a discussão envolve critérios biológicos ligados à condição feminina. A declaração gerou forte reação de setores da esquerda, que acusaram o apresentador de transfobia e solicitaram a abertura de investigações sobre o caso.
Repercussão política e base eleitoral
O apoio público da senadora à deputada do PSOL provocou reações imediatas entre eleitores e lideranças conservadoras em Mato Grosso do Sul. Soraya Thronicke foi eleita em 2018 durante uma onda de renovação política, impulsionada por um discurso alinhado à direita e apoiada por eleitores identificados com esse campo.
Analistas políticos e críticos locais apontam que o episódio recente reflete uma mudança na trajetória da parlamentar. Segundo essa parcela do eleitorado, ao longo de seu mandato, a senadora tem adotado posturas e proferido declarações que divergem das pautas conservadoras que defenderam sua eleição, gerando distanciamento de sua base original.
O debate sobre liberdade de expressão
O episódio também reacendeu discussões sobre os limites da liberdade de expressão. Defensores do apresentador argumentam que Ratinho apenas emitiu uma opinião em um programa de TV ao levantar a questão dos critérios biológicos, e afirmam que a tentativa de criminalizar questionamentos em debates públicos representa um risco à liberdade de opinião.
Paralelamente, parlamentares e setores alinhados à esquerda mantêm a pressão para que medidas legais sejam tomadas contra o apresentador, evidenciando a polarização em torno do tema.



