Três Lagoas lidera ranking de acesso à saúde no Centro-Oeste
Cidade ocupa a 29ª posição entre os municípios brasileiros, à frente de Campo Grande, Dourados e Corumbá
Três Lagoas assumiu a primeira posição no indicador de Acesso à Saúde entre os municípios do Centro-Oeste e do Mato Grosso do Sul, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No recorte nacional, a cidade aparece na 29ª colocação entre todos os municípios do país.

O levantamento avalia a qualidade e a abrangência do atendimento à saúde oferecido pela administração municipal, com base em indicadores de cobertura, atendimento básico e infraestrutura. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o resultado está associado a investimentos na reestruturação da rede municipal, na ampliação de equipes multiprofissionais e no fortalecimento das Unidades Básicas de Saúde (UBS).
O CLP é uma organização que elabora diagnósticos sobre a eficiência da gestão pública em centenas de cidades brasileiras, com base em pilares como saúde, educação, infraestrutura, governança e sustentabilidade fiscal. O objetivo declarado da instituição é subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à qualidade de vida da população.
No comparativo regional e estadual, Três Lagoas superou capitais e grandes centros urbanos do Centro-Oeste. Entre as demais cidades sul-mato-grossenses listadas no ranking, Ponta Porã aparece na 170ª posição nacional e 7ª na região; Dourados, na 187ª posição nacional e 9ª na região; Campo Grande, capital do Estado, na 190ª posição nacional e 10ª na região; e Corumbá, na 335ª posição nacional e 23ª na região.
A distância entre a primeira colocada no Estado e a capital sul-mato-grossense ilustra a disparidade no acesso a serviços de saúde entre os municípios de Mato Grosso do Sul: enquanto Três Lagoas figura entre os 30 primeiros do país, Campo Grande ocupa uma posição além da 190ª colocação nacional.
O resultado tende a reforçar o argumento de que a eficiência na aplicação de recursos públicos, e não apenas o volume de investimento, é determinante para o desempenho da rede municipal de saúde — um dos critérios centrais do ranking elaborado pelo CLP.
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