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MS completa 49 anos como líder em mobilidade social do país

MS completa 49 anos como líder em mobilidade social do país
MS completa 49 anos como líder em mobilidade social do país

Governo do Estado atribui o resultado a investimentos em educação, qualificação profissional e ambiente favorável a negócios

Mato Grosso do Sul completa 49 anos de criação ostentando, segundo dados divulgados pelo governo estadual, a liderança nacional em mobilidade social — indicador que mede a capacidade de um cidadão viver melhor do que seus pais e oferecer, no futuro, condições ainda mais favoráveis aos próprios filhos. O Executivo estadual atribui o resultado à combinação de pleno emprego, investimentos públicos e privados e geração de postos de trabalho ao longo dos últimos anos.

Para o governador Eduardo Riedel, a posição de destaque é a síntese de um trabalho de gestão sustentado no tempo. "O Estado teve grandes conquistas nos últimos anos, mas a que melhor simboliza esse cenário positivo é sermos líderes em mobilidade social do Brasil. Isso significa que, hoje, o cidadão tem uma vida melhor que a de seu pai e que, no futuro, seu filho terá ainda mais oportunidades", afirmou.

Riedel atribuiu o avanço a "muito trabalho coletivo, empenho, dedicação e a construção de um ambiente de prosperidade", ressaltando que melhorar a vida das pessoas é o principal objetivo da gestão.

Ainda de acordo com o governo estadual, Mato Grosso do Sul registra crescimento econômico quatro vezes superior à média nacional e tem a segunda menor taxa de desemprego do país. Nos últimos anos, o Estado recebeu R$ 81 bilhões em investimentos privados — montante que, segundo a gestão estadual, impulsionou a economia regional e mudou o perfil produtivo local.

O Executivo destaca que o Estado deixou de ser um exportador predominante de matérias-primas para se tornar referência na industrialização do agronegócio. Cadeias como bioenergia, celulose e citricultura também se consolidaram, segundo o governo, como vetores de diversificação econômica.

Educação profissional como ponte para o mercado de trabalho

O governo estadual aposta na qualificação profissional como mecanismo de inclusão nesse cenário de crescimento. Atualmente, 55% dos alunos do ensino médio da rede estadual estão matriculados em cursos profissionalizantes, com o objetivo de concluir a educação básica já com uma formação técnica.

A Educação Profissional soma 50 mil estudantes matriculados e foi universalizada nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. O número de turmas atendidas passou de 1,1 mil para mais de 1,7 mil entre 2025 e 2026 — um salto de cerca de 55% em um ano.

Os investimentos em infraestrutura escolar acompanham esse ritmo. Segundo o governo, uma escola estadual foi reformada ou construída a cada seis dias durante a atual gestão, somando R$ 1,2 bilhão em obras. No total, 240 escolas receberam intervenções — cerca de 70% da rede física estadual.

Histórias que ilustram a mobilidade social

Duas trajetórias recentes de estudantes aprovadas em Medicina na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) foram apresentadas pelo governo como exemplos concretos desse movimento. Ariadne Mariana Rocha, hoje no sétimo semestre do curso, relata que precisou se dedicar exclusivamente aos estudos para conseguir a aprovação, sem condições de pagar um curso preparatório.

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Após ingressar na universidade, Ariadne passou a enfrentar despesas com alimentação, livros e deslocamento para estágios. O programa estadual MS Supera, que concede auxílio financeiro equivalente a um salário mínimo a estudantes de baixa renda matriculados em cursos de educação profissional ou superior, passou a custear parte dessas necessidades.

"O programa entrou na minha vida não apenas como uma ajuda financeira, mas como um motivo a mais para continuar a faculdade."

A estudante acrescentou que, com menos ansiedade em relação aos gastos, consegue estudar melhor e se tornar, no futuro, uma profissional mais preparada. O depoimento foi dado no final do ano passado, durante um evento com beneficiários do MS Supera realizado na Escola Superior da Defensoria Pública, em Campo Grande.

Caso semelhante é o de Emily Teixeira, também aprovada em Medicina na UFMS, que atribui parte da conquista ao ensino recebido na Escola Estadual Emygdio Campos Widal. "Aproveitei bastante a escola, principalmente no 3° ano. Aprendi muito com os bons professores e participava de tudo o que podia", revelou. Para a estudante, o acolhimento dos profissionais da escola também fez diferença na trajetória.

O governador sustenta que a educação é a principal ferramenta de desenvolvimento do Estado, já que o avanço econômico exige mão de obra qualificada para atender às novas demandas do mercado de trabalho.

Ao resumir o balanço dos 49 anos, Riedel projetou continuidade na trajetória: "Temos muito a fazer, mas sabemos que estamos no rumo certo, transformando a vida das pessoas."


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