Museu de Arqueologia da UFMS reabre as portas no campus de Campo Grande
Espaço reúne acervo com mais de três décadas de pesquisas sobre os primeiros registros de ocupação humana em Mato Grosso do Sul
Campo Grande — O Museu de Arqueologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) será reinaugurado na próxima terça-feira (30), às 15h, em cerimônia oficial com a presença de autoridades. Após meses fechada para reestruturação e mudança física, a instituição retoma o atendimento ao público apresentando um novo projeto expositivo focado na pré-história regional.
A nova instalação marca o encerramento de um período de transição iniciado no fim do ano passado. Até então, o museu funcionava na sede da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, localizada na Avenida Fernando Corrêa da Costa, sob um regime de parceria com o governo estadual. A transferência centraliza as operações administrativas e de visitação diretamente no campus da universidade.
A coordenadora de Museus e Parques da UFMS, Laura Pael, apontou que a mudança representa o início de um novo ciclo institucional. O acervo fixo da unidade é composto por vestígios coletados ao longo de mais de 30 anos de investigações de campo em solo sul-mato-grossense. Grande parte desse patrimônio científico foi articulada pelo professor Gilson Rodolfo Martins, arqueólogo hoje aposentado pela universidade e apontado como o principal idealizador do projeto.
"Agora estamos em casa."
O comentário de Laura Pael reflete a consolidação do espaço no ambiente universitário, onde o museu voltará a receber delegações de estudantes das redes pública e privada, pesquisadores e turistas. Entre as principais relíquias arqueológicas expostas estão os vestígios do sítio arqueológico mais antigo mapeado no Estado, cuja datação aponta para aproximadamente 12,6 mil anos, registrando a presença dos primeiros grupos humanos na região centro-oeste.
Fundado originalmente em 2006 e aberto de forma regular para visitação em 2008, o museu cumpre dupla função na comunidade local. Paralelamente ao papel de difusão cultural e turística, a estrutura funciona como laboratório prático para o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas, projetos de extensão e treinamento técnico de universitários e bolsistas de graduação.